domingo, 13 de dezembro de 2009

Agradecimento Especial - Jornalista Candido Otto da Luz

Minha gratidão ao Jornalista Candido Otto da Luz, por seu préstimo ao contribuir com diversos itens, entre Revistas, Livros e Posters, que se somam aos demais do Projeto Acervo de Futebol.
São obras históricas e de grande valor cultural, tendo em vista se tratarem de obras de 10 anos atrás ou mais.
Poucos profissionais se preocupam em relembrar e manter vivo na memória de seu público, desportistas, times e fatos que marcaram a história do Futebol. O Jornalista Candido Otto da Luz, é destes pesquisadores incansáveis, que jamais deixarão esquecidas as lembranças do passado esportivo.
Dentre os materiais doados, faço um destaque ao Livro "Registros do Futebol Santa-Mariense Volume I - ORECO" , de autoria do Jornalista Candido Otto da Luz.
Este Livro marcou a estréia deste comunicador, atuando como escritor. A obra é uma homenagem ao atleta Waldemar Rodrigues Martins, o Oreco, nascido em Santa Maria e campeão mundial integrando a seleção brasileira da Copa de 1958. Reunindo depoimentos, fotos e documentos que descrevem a trajetória deste grande jogador brasileiro. Vale a pena ler e conhecer um pouco da vida de Oreco.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Atualização de números do Projeto Acervo de Futebol

Após 11 meses desde o começo do Projeto posso me considerar satisfeito com as conquistas obtidas, já somo 45 livros e mais de 400 revistas relacionadas ao Futebol.
Tendo em vista que não trabalho exclusivamente em cima deste Projeto, pois tenho que me desdobrar entre Família, Trabalho e Faculdade, os resultados são animadores.
Um grande problema que enfrento, hoje, para que o Projeto Acervo de Futebol tenha um melhor desenvolvimento é tanto a falta de patrocínio, quanto de colaboração por parte de orgãos Públicos e Privados, no entanto, aguardo para que o Projeto seja reconhecido, pois não há no Brasil ainda uma iniciativa desta espécie.
Existem museus e e outros memoriais de Futebol, mas não uma Biblioteca que absorva exclusivamente materiais sobre este tema.
Continuo contando com contribuições, divulgação e agradeço a todos aqueles que colaboraram e difundiram o projeto.

Divulgação do Projeto Acervo de Futebol no site www.papodebola.com.br

Pela memória da bola

No começo de Outubro, divulguei aqui na "24" um projeto de um simpático de Santa Maria, o Maiquel Machado, que é estudante de jornalismo, radialista e arbitro da Federação Gaúcha de Futsal. É um projeto chamado Acervo do Futebol, onde quer juntar todo o material relacionado ao futebol que possui, como livros e revistas (tem respectivamente cerca de 23 e 180), para mais na frente colocar tudo à disposição do público em uma espécie de Biblioteca do Futebol.Refaço esse destaque pois, na última semana, recebi do Maiquel um livro que ele tinha em mais de um exemplar. Se chama "Registros do Futebol Santa-Mariense, Volume 1: Oreco", de Cândido Otto da Luz, editado em 1994. É uma obra sobre o histórico lateral-esquerdo do Inter e do Corinthians, nascido justamente em SM e iniciado no Inter local. Agora quando acabar a temporada e eu tiver mais tempo livre, lerei com muito prazer. Obrigado!Então, vale novamente a dica para o blog do projeto criado por ele, acessível aqui. Acho que valeria muito que também os grandes veículos da mídia esportiva dessem espaço, pois tudo que visa preservar a memória esportiva neste Brasil que não preserva sua memória é mais do que bem-vindo.Ah: vi no blog dele que foram reproduzidos alguns capítulos do livro "Os Artistas do Futebol Brasileiro", do Antônio Falcão, que publicou aqui no PB estas preciosidades maravilhosas na coluna "Vida de Craque". De todas as colaborações do pessoal da "Academia Esportiva", digo sem grilo que estas eram das que mais me dava alegria em editar, justamente pela preservação da memória - e também pela grande escrita deste pernambucano.

Link: http://www.papodebola.com.br/24horas/20091202.htm

e

Preservando a memória

Maiquel Machado, de Santa Maria, está desenvolvendo um projeto chamado Acervo do Futebol, onde visa preservar a memória e a cultura da modalidade reunindo livros e revistas de diversas áreas relacionadas ao futebol. Atualmente, ele possui cerca de 180 exemplares de revistas e 23 livros. Num futuro próximo, ele pretende colocar estes materiais à disposição de interessados na área futebolística, familiares de ex-atletas e público em geral em um ambiente que possibilite estudar, pesquisar e recordar grandes momentos da bola, uma espécie de Biblioteca do Futebol.Assim, ele pede que quem tiver material guardado e possa colaborar, remeta ao Maiquel para que seu acervo aumente e seu desejo ganhe corpo, além do projeto ganhar mais e mais divulgação. Há um blog do mesmo, disponível aqui. Detalhes o Maiquel passa por e-mail, aqui ou aqui. Toda sorte para ele! O Brasil não tem o hábito de preservar sua memória esportiva e toda e qualquer iniciativa neste sentido merecerá total apoio da parte deste que vos tecla.

Link: http://www.papodebola.com.br/24horas/20091006.htm

Agradeço pela divulgação e incentivo ao COLUNISTA: Edu Cesar, que é criador e editor do Papo de Bola (autor também da coluna "Papo de Mídia"), e colunista do NaTelinha.

domingo, 27 de setembro de 2009

Divulgação: :: As boas iniciativas ::

Reprodução de post do Blog do Garcia: http://bloguedogarcia.blogspot.com/

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

:: As boas iniciativas ::

Em Santa Maria, famosa por tantas coisas,Cidade Universitária, fundações universitárias gerando falcatruas, dois times corajosos no futebol e da Justiça Federal que vai julgar a Governadora, tem também iniciativas bonitas.Como esta do Maiquel e vejam como ele explica :O projeto chama-se “Acervo de Futebol”, onde preservar a memória e a cultura produzida por este esporte, reunindo livros e revistas de diversas áreas do conhecimento como Marketing, Administração, Economia, História, Direito, Educação Fisíca, entre outras relacionadas ao futebol.Possuo atualmente cerca de 190 exemplares de revistas e 23 livros.Pretendo, em um futuro próximo, colocar estes materiais a disposição de pessoas interessadas nesta área, familiares de ex-atletas e público em geral, em um ambiente que possibilite estudar, pesquisar e recordar momentos ou fatos relacionados ao futebol brasileiro e mundial, em uma espécie de Biblioteca do Futebol. Em face do exposto acima, solicito sua colaboração, se possível, através de doação de livros ou revistas, e também por meio de divulgação do Projeto. Desde já, coloco-me a disposição para os encargos de correioPara maiores esclarecimentos: mmsacidade@yahoo.com.br ou maiquelmms@hotmail.com Convido-lhe a acessar o Blog do Projeto: http://acervodefutebol.blogspot.com/Grato pela atenção, cordialmenteMaiquel Machado, Santa Maria-RS.Não é uma iniciativa bonita num futebol sem memória?
Postado por João Garcia às 16:28
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Agradeço ao Comentarista João Garcia pelo apoio e Incentivo.
Maiquel Machado

terça-feira, 7 de julho de 2009

Divulgação: http://blog.clickgratis.com.br/luciosaretta/81271/Acervo+de+Futebol.html

Reprodução de post do Blog do Lúcio Saretta

Olá, amigos.
Gostaria de divulgar uma nova e importante iniciativa que certamente vai agradar a todos interessados na história do nosso futebol.
Trata-se do ACERVO DE FUTEBOL, uma nobre ideia do Maiquel Machado da Silva, abnegado empreendedor que não para de adicionar livros sobre o popular esporte nas prateleiras do seu projeto.
Não deixem de conferir.
O endereço é www.acervodefutebol.blogspot.com
Até mais!

Acessem o Blog do Lúcio Saretta : http://blog.clickgratis.com.br/luciosaretta/81271/Acervo+de+Futebol.html

sábado, 4 de julho de 2009

Agradecimento Especial- Athos Miralha da Cunha

Foi com grande satisfação e alegria que recebi o Livro “O gol iluminado – Histórias de amor pelo Internacional”, doado pelo autor e organizador da obra, Athos Miralha da Cunha, que reuniu neste projeto literário outros quatro autores que já são conhecidos da literatura santa-mariense: Humberto Gabbi Zanatta, Odemir Tex Júnior, Pedro Brum Santos e Tânia Lopes. juntamente a eles, os jornalistas José Mauro Batista e Maiquel Rosauro também contribuíram neste projeto.
Este livro expõe, através de crônicas, a devoção e a paixão destes escritores ao Sport Clube Internacional, que neste ano completou 100 anos de fundação. O titulo da obra faz referência ao famoso gol marcado pelo zagueiro Figueroa, na Final do Brasileirão de 75 contra o Cruzeiro, que recebeu esta denominação porque Figueroa ao cabeçear a bola, encontrava-se em uma parte do campo onde havia um raio de sol naquele instante. http://www.youtube.com/watch?v=pn5AQvgZZWk, este video mostra o lance do gol Iluminado de Figueroa.
“O gol iluminado – Histórias de amor pelo Internacional”, foi lançado recentemente na Feira do Livro de Santa Maria, interessados em comprar o livro poderão encontra-lo na Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria Ltda. - CESMA, Rua Professor Braga, 55 - fone/fax: 55 3221 9165, Santa Maria/RS - CEP.: 97015-530 ou através do site : www.cesma.com.br .
Desejo aos escritores sucesso e que esta obra seja a primeira de muitas outras para enriquecer a literatura brasileira e futebolística.

domingo, 28 de junho de 2009

Os Artistas do Futebol Brasileiro (50 minibiografias) - Autor: Antonio Falcão - Parte 5

Página 17

Barbosa, um injustiçado
(1921-2000)

Barbosa, não / mais negro que “O Mulato” de Aloísio de Azevedo /
viveu, de todos, o silêncio mais azedo / num só instante / onze fraturas graves /
esse Cruz e Souza / muito mais cruz que outras coisas /
comeu as próprias traves / mas seguiu adiante / esse gigante.

“Quando eles fizeram 2 x 1..., aquele silêncio pesou..., o Ghiggia avançou, eu vislumbrei o centro da área e ali havia três carrascos babando, à espera da bola..., o Bigode vem atrás do Ghiggia, Juvenal tenta fazer a cobertura, indo ao encontro de Ghiggia, mas na entrada da área só tem eles, ninguém da defesa, se ele centra não tem como pegar, é gol na certa, fico esperando Ghiggia centrar, dou um passo à frente, porque ele com certeza vai fazer a mesma jogada do primeiro gol, ele sente que eu estou fora, embora viesse de cabeça baixa como touro miúra, mete o peito do pé na bola e ainda toco nela, crente e que foi para escanteio, afinal foi um chute mascado, bateu no gramado, subiu e desceu, nesse átimo de segundo eu dou um passo lateral e salto para a esquerda com todo o impulso que... quando senti o estádio em silêncio total tomei coragem, olhei para trás e vi a bola de couro marrom lá dentro...”
A narrativa é de Barbosa, da seleção brasileira de 1950, que perdeu para o Uruguai a Copa do Mundo, no Rio. Não obstante, ele foi eleito o melhor arqueiro da competição. É o lance de gol mais dramático do futebol. E por ele Barbosa foi vítima. Só pelo gol, um homem sofreu o resto da vida; por um só gol, o racismo disfarçado do Brasil veio à tona – o mesmo preconceito que discriminara o goleiro negro em uma barbearia de Porto Alegre. Tudo está no livro Barbosa: um gol completa cinqüenta anos, de Roberto Muylaert.
Moacir Barbosa Nascimento era de Campinas, interior paulista, nascido em 27 de março de 1921. Lá, fez o curso primário numa escola onde ainda aprendeu marcenaria. Mas futebol mesmo – com juiz, uniforme e campo demarcado – só conheceu na capital, jogando de ponta-direita no Almirante Tamandaré, equipe do bairro paulistano da Liberdade. Isso até que, para quebrar o galho – como se diz na gíria –, Barbosa trocaria o ataque pelo gol, quando o Tamandaré enfrentava outro timinho varzeano, na Vila Maria.
E na meta, com 1,76 m de altura, adaptou-se (“não tenho que correr”, dizia) e progrediu. Em 1940, ele foi lavar vidro no Laboratório Paulista de Biologia e fechar o arco do time da firma. Nesse ano, uniu-se maritalmente a Clotilde. E, pensando no emprego, estudou química farmacêutica. Só que o Ipiranga paulistano o viu jogar pela empresa e o contratou, fazendo-o ídolo em um time que ia dele, no gol, a Rodrigues (no futuro, também da seleção brasileira) na ponta-esquerda. Em 43, com o Ipiranga cotado no certame, Moacir Barbosa já era dos melhores goleiros paulistas. Foi quando o então corintiano Domingos da Guia viu que ele sabia sair do gol com calma, elegância, elasticidade e rapidez de gato. Aí o famoso zagueiro o indicou ao Vasco carioca, que compraria o seu passe em 1944.
No primeiro ano vascaíno, Barbosa fez só duas partidas, e disputando a vaga com mais seis goleiros. Porém, em 45 foi o titular e campeão invicto. Ganhou ainda os títulos cariocas de 1947, 49, 50 e 52. Bem como, na volta ao Vasco, os de 56 e 58 – neste ano, ainda o torneio Rio-São Paulo. E foi várias vezes vitorioso na seleção estadual do Rio de Janeiro.
Em 1945, convocaram-no para o escrete brasileiro e ele estreou contra a Argentina, em São Paulo, onde o arqueiro Oberdan era rei. Daí para frente, até 53, Barbosa esteve na meta do Brasil 35 vezes. E ganhou para o País o sul-americano de 1949, e as Copas Roca e Rio Branco. Sem falar das inúmeras taças internacionais conquistadas pelo Vasco, que à época era chamado de Expresso da Vitória.
Dessas idas ao exterior, o risonho e educado Moacir contava um lance curioso. No México, com um toque, o ponta adversário o encobriu na área vascaína e ele, vendo a esfera ir em direção à rede, deu uma linda bicicleta, “na hora que a bola tinha dado o último pulo antes de cruzar a linha, e mandei para escanteio”.
Contudo, no plano das dores físicas, o inesquecível e injustiçado guarda-meta, que tratava a todos com polidez e jamais foi expulso de campo – ganhou, por sinal, o troféu Belfort Duarte, sinônimo de disciplina no futebol –, em 53 teve a perna quebrada por um maldoso e reles atleta do Botafogo. Por isso – segundo Barbosa –, não foi ao Mundial na Suíça, onde o Brasil não se saiu bem e a Alemanha bateu a favorita Hungria, saindo campeã. O tempo que o goleiro ficou com o gesso na perna fez São Januário o esquecer. E, recuperado no final de 1954, torná-lo um mero reserva.
Em 55, o goleiro foi para o Recife. E lá viu, no ocaso, velhos astros do futebol carioca: no seu Santa Cruz, Marinho, ex-Fluminense; no alviverde América, Dimas, ex-Vasco; no Sport, o antigo half vascaíno Eli do Amparo e o ex-botafoguense Osvaldo Baliza. Porém, em julho de 1956, inadaptado ao Nordeste, Barbosa se reintegraria ao Vasco da Gama, o clube das suas mais duradouras e irremediáveis paixões.
Ainda foi campeão nesse ano e no super-supercampeonato de 58. Todavia, a época do craque em São Januário findou em 1962. Aos 41 anos, ele desvestiu a camisa cruzmaltina para ter uma passagem pelo Bonsucesso. E se despedir da bola no modesto Campo Grande, em 8 de julho, contra o Madureira. Nesse jogo, esticando-se para deter um chute, Barbosa se contundiu. E na maca, aplaudido por 670 pessoas, contorceu-se de dor na virilha – lesão igual à que, um mês antes, tirara Pelé da Copa do Mundo no Chile. Nisso, no acanhado campo de subúrbio fez-se um silêncio que – por outro motivo – era tão triste quanto o do fatídico 16 de julho de 50, no Maracanã. Era o silêncio do povo reverenciando um destemido homem vice-campeão mundial de futebol. Para a História, isso deve ter sido pouco. No entanto, para o velho goleiro era tudo.
No anonimato, e desocupado, em 1963, Barbosa soube que a administração do Maracanã iria substituir as balizas do estádio. E que aquela onde o uruguaio Ghiggia fizera o gol da sua sina lhe seria doada. Ele aceitou e, de posse desse símbolo da própria mágoa, em um churrasco e cercado de amigos, o ex-goleiro ardeu no fogo os pedaços de pau da trave como lenha de assar carne. Depois, ainda teve de explicar se o tento de Ghiggia fora frango ou não – pode? Em 1996, na morte de sua mulher Clotilde – e arruinado com os gastos para salvá-la –, Moacir Barbosa saiu do Rio, a ex-capital do país injusto que o fizera vilão. E se mudou para a Cidade Ocian, no litoral paulista, onde alugara um apartamento de quarto e sala para findar os seus dias.
Em 7 de abril de 2000, no ataúde modesto, as suas mãos postas – que em vida ignoraram o uso das luvas – exibiam onze fraturas. E entre os poucos presentes ao velório, ninguém sabia que aquele inerte corpo de negro fora vítima de um gol fatídico. E que serviu ao primeiro guarda-redes brasileiro a bater tiro de meta. E talvez ao último a usar joelheiras.
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